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Terceiro dia de Coletiva de Imprensa da 56ª Assembleia Geral da CNBB

No terceiro dia de Coletiva de Imprensa durante a 56ª Assembleia Geral da CNBB foram abordado temas sobre a realidade dos bispos eméritos, a reforma dos estatutos da CNBB  e o projeto Igrejas Irmãs.

O cardeal Raymundo Damasceno de Assis, arcebispo emérito de Aparecida, falou sobre os estatutos da CNBB, aprovados em 2001 e promulgados em 2002, portanto  há 16 anos  em vigor. A pedido de um grande número de bispos, a presidência da CNBB nomeou uma comissão para rever os estatutos e a proposta desta atualização está sendo apresentada nesta tarde.

“Não chamaria de uma reforma, mas uma revisão que procura adaptá-los às novas exigências que se fazem necessárias. São três pontos principais: reforçar as competências do Conselho Permanente, valorizar o Conselho Episcopal Pastoral e aumentar os integrantes da presidência da CNBB”, informou Dom Damasceno.

O arcebispo emérito de Manaus, Dom Luiz Soares Vieira falou sobre a realidade dos bispos eméritos, que tiveram um espaço de celebração durante a manhã de hoje no Santuário Nacional de Aparecida.

Inicialmente Dom Luiz explicou que ao completar 75 anos, os bispos são convidados a escrever uma carta ao Papa, colocando o cargo à disposição. “O Papa aceitando, o bispo continua a ser bispo, mas não governa, se torna emérito”, explicou.

Ele informou que na CNBB o número de bispos eméritos é de aproximadamente 160, um terço do episcopado brasileiro, e que o número tende a aumentar. Por isso a Conferência criou uma comissão que olhe por estes bispos, certificando que cada diocese seja responsável por seus bispos eméritos e os  acompanhe nesta fase da vida.

As igrejas irmãs foi o tema abordado por Dom Odelir José Magri, bispo de Chapecó, que falou em nome da Comissão Episcopal para a Ação Missionária no Brasil. Ele reforçou a importância do projeto, com ajuda financeira e humana.

“Fizemos um levantamento e são 60 dioceses ajudadas em todo Brasil dentro deste projeto. Outras 20 estão solicitando encarecidamente que venha esse reforço, sobretudo de recursos humanos e 10 dioceses já se disponibilizaram a iniciar o projeto. Mas ainda existe um déficit e temos que reforçar a importância desse projeto de igrejas irmãs, olhando sempre com atenção e carinho as dioceses que tem mais necessidade”, disse.

 

 

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