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Francisco presenteia FAO com estátua de menino sírio no dia Mundial da Alimentação

Por ocasião do Dia Mundial da Alimentação celebrado nesta segunda-feira (16 de outubro), que este ano tem como tema “Mudar o futuro da migração: investir em segurança alimentar e desenvolvimento rural”, o Papa Francisco esteve na sede da (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma, e inaugurou a estátua que representa o menino sírio de 3 anos, Aylan Kurdi. O pequeno morreu afogado em uma praia de Bodrum, na Turquia. e se tornou um símbolo do drama dos refugiados de todo o mundo.

A obra do artista trentino Luigi Prevedel foi feita em mármore carraca e foi presenteada ao Papa durante uma Audiência Geral, mas Francisco decidiu doá-la à FAO. O Diretor Geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, agradeceu ao Papa por sua presença  e fez referências aos valores de justiça social e de solidariedade tão defendidos por Francisco.

Dados da FAO revelam que a fome e a pobreza, juntamente com o aumento dos eventos climáticos extremos ligados à mudança climática, contribuem significativamente para o surgimento do fenômeno migratório, e por isso surgiu a necessidade de se investir principalmente na segurança alimentar e no desenvolvimento rural.

As estimativas da FAO revelam também que hoje temos o maior número de pessoas, desde a Segunda Guerra Mundial, forçadas a abandonar seus lugares de origem. Muitos migrantes chegam aos países em desenvolvimento criando tensões onde os recursos são escassos, mas a maioria, cerca de 763 milhões, migram-se dentro seus próprios países e não para o exterior.

Três quartos dos mais pobres baseiam sua subsistência na agricultura ou em outras atividades rurais. Por esta razão, de acordo com a FAO, é necessário criar condições que permitam às pessoas que vivem nas áreas rurais, especialmente aos jovens, de permanecerem em seus países, garantindo-lhes segurança.

O Relatório 2017  da FAO sobre o estado da alimentação e da agricultura sugere que a atenção maior para sair desta espiral negativa é investir nos jovens, para que não sejam obrigados a fugir de seus países e juntos apoiar o desenvolvimento de áreas rurais..

Até 2030, os jovens com idades entre 15 e 24 anos serão 1,3 bilhões, aumentando em cerca de 100 milhões, especialmente nas áreas rurais da África Subsaariana, as mais pobres do planeta.
O Relatório sublinha como as mudanças nas economias rurais podem ter um grande impacto para sair da pobreza, como demonstrado a partir dos anos 90. (JE)

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