buscar
por

Silêncio, canto, oração e denúncia em nome dos pobres na Abertura da Campanha da Fraternidade

A Abertura da Campanha da Fraternidade que voltou a acontecer pelas ruas do Centro de Vitória lembrou as vítimas de Brumadinho, com um pedido de perdão pela falta de cuidados com a natureza e pela ganância que mata vidas; denunciou as mortes no Espírito Santo durante a greve da Polícia Militar, a atitude do governo do estado na ocasião e pediu a descontinuidade com a política de segurança anterior; ouviu Dom Dario Campos, Arcebispo de Vitória refletir sobre as leituras do dia . Dom Dario relacionou a Campanha da Fraternidade em três pontos do Evangelho deste 1° domingo da Quaresma: as tentações de Jesus, a força da Palavra de Deus e o projeto de Deus para seu povo amado e escolhido.

DSC03125

Sobre as tentações, disse Dom Dario, Jesus dá ao diabo respostas que nos levam a refletir como estamos direcionando nossas vidas; se preocupados apenas com nós mesmos – no que diz respeito ao pão, ao poder e ao templo e a comunhão com Deus – ou também com nosso próximo.

Sobre a força da Palavra de Deus, o Arcebispo nos lembra que essa força é transformadora e capaz de modificar nossas ações e para isso devemos abrir nossos ouvidos, corações e bocas para que  ela aja em nós.

Sobre o terceiro ponto, Dom Dario falou sobre os feitos de Deus para seu amado povo, feitos que devem ser sempre lembrados por todos, pois Ele não compactua com a opressão e tem um projeto de amor para todos.

Ao finalizar, Dom Dario lembrou que Jesus  venceu as tentações com a força da Palavra de Deus e deseja que todos unidos possamos, também baseados nesta Palavra, vencer as tentações do poder desmedido, da ganância e nos colocarmos à serviço do bem comum.

Relacionando com o tema da Campanha da Fraternidade “Fraternidade e Políticas Públicas”, Dom Dario disse: “Que cada um de nós se sinta tocado e chamado pelo Senhor a dar uma resposta positiva aos apelos e urgências da sociedade, em especial aos mais excluídos”,

Em frente ao Museu do Negro, diante do incenso e com as mãos ao alto os peregrinos responderam a cada invocação: Que minha prece feita a ti, se eleve como incenso; minhas mãos, como oferta vespertina. Nas preces rezamos por: pelos descendentes dos povos escravizados, por novas políticas em favor de jovens pobres e negros, pelas comunidades discriminadas e pelo respeito às diferenças pessoais, pelos indígenas, pelas vítimas de crimes ambientais, pelos pobres e pelos idosos.

DSC03141

Em baixo ao viaduto do Caramuru, diante de uma imagem de Nossa Senhora da Piedade as mulheres das pastorais e dos movimentos sociais fizeram uma oração pelas mães que perdem seus filhos para o tráfico e vítimas da violência, pelas mulheres violentadas e vítimas de feminicídio e pediram que a Igreja seja portadora da boa nova aos pobres e abandonados.

A caminhada saiu da Praça Costa Pereira por volta das 15h, seguiu pela Av. Princesa Isabel com paradas em frente aos correios, na Praça Oito, na Escadaria do Palácio do Governo, em frente ao Museu do Negro, No Viaduto do Caramuru e terminou com a liturgia eucarística na Catedral de Vitória completamente lotada.

20190310_152905

A participação foi bastante notada durante todo o percurso com repetição de frases, gestos (braços erguidos e ajoelhados na Avenida), cantos e até momentos de silêncio que foram sugeridos por Dom Dario e que as pessoas obedeceram. O percurso entre a Escadaria do Palácio do Governo até ao Museu do Negro foi totalmente em silêncio “como nossos pais na fé caminharam ao longo do deserto por quarenta anos até à Terra Prometida”. Durante o percurso apenas uma batida de tambor.

Na concentração Dom Dario acolheu as pessoas, conversou com a imprensa e fez selfies com quem pediu.

DSC03052 DSC03055

 

 

 

COMENTÁRIOS