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Refugiados: uma reflexão necessária

O tema refugiados volta a ser destaque esta semana, quando é celebrado o Dia Mundial dos Refugiados (nesta terça-feira, 20 de junho) que este ano tem como tema: “Com os refugiados. Hoje mais do que nunca, devemos estar do lado dos refugiados”.

O número de refugiados e deslocados no mundo atingiu 65,6 milhões de pessoas no ano passado, um crescimento de 300 mil na comparação com 2015, segundo o Relatório Global Sobre Deslocamento Forçado em 2016, divulgado pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur).

Desse total, 10,3 milhões foram forçadas a deixarem seus lares pela primeira vez (15,7%) e metade são crianças. Crianças que viajavam sozinhas ou separadas de seus pais pediram cerca 75 mil solicitações de refúgio só no ano passado.

O Papa Francisco retomou o assunto neste domingo, após o Angelus na Praça São Pedro, afirmando que conhecer pessoalmente os refugiados “dissipa medos e ideologias distorcidas”.  Ele lembrou dos homens, mulheres e crianças que deixaram seu país por conta de perseguições, guerras e da violência, e também de todos que perderam suas vidas durante as fugas.

No Brasil, teve início neste domingo e segue até o dia 25 de junho a 32ª Semana do Migrante, com o tema: “Migração, biomas e bem viver”. O objetivo desta celebração realizada pela Igreja, segundo o bispo referencial da Pastoral dos Refugiados, dom José Luiz Ferreira Salles, é anunciar, denunciar, refletir e construir uma nova relação do ser humano com a Mãe Terra.

Além disso, a semana que é inspirada pelo lema da Campanha da Fraternidade deste ano, propõe uma perspectiva de mudança de mentalidade e comportamento. A 32ª Semana do Migrante é articulada pelo Serviço Pastoral do Migrante (SPM), vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), sempre fazendo uma relação com as campanhas da fraternidade em curso

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