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Quinto dia do Oitavário da Festa da Penha recorda as famílias

Uma das primeiras canções sobre Nossa Senhora que os pais católicos cantam e ensinam aos seus filhos logo que nascem é Mãezinha do Céu. Foi com está cantiga que  as famílias foram recordadas na tarde desta quinta-feira, no quinto dia do Oitavário da Festa da Penha.

Os romeiros do Campinho do Convento ficaram em silêncio e se emocionaram quando uma menina entrou cantando, à capela, a música que todos guardam na memória desde a mais terna infância. Com a menina, entraram também seus pais e seu irmão menor.

“A família é o lugar sagrado onde Deus habita, e foi no seio da família que o Menino Jesus foi preparado para grande missão de salvador da humanidade. A família é a grande escola da vida, do amor, da paz, da fé, da justiça e da santidade. Há muitas gerações as famílias vêm ao Convento rezar, vem aos pés da Virgem da Penha apresentar sua gratidão e súplicas. Nossos avós e pais nos ensinaram a rezar e nos ensinaram também que Maria é nossa Mãe, Mãe das famílias, e como Mãe vem em nosso socorro porque nos conhece e sabe o que necessitamos.  A devoção à Virgem Maria está presente na caminhada de fé do povo de Deus. Está presente na vida de nossas famílias. Por isso hoje recordamos as famílias”, explicou Frei Paulo.

Após a canção, foram feitas as súplicas e a consagração à Nossa Senhora da Penha.

O calor intenso não desanimou os fiéis da Área Pastoral Serra/Fundão, que deixaram Campinho do Convento colorido com lenços laranjas. O Pe. Fábio Cosme, religioso do Instituto Verbo Encarnado, da Paróquia São José de Anchieta presidiu a Santa Missa e a reflexão foi feita pelo Pe. Hugo Pereira de Souza, da Paróquia Santo André Apostolo, em André Carloni.

Durante sua fala, Pe. Hugo, baseado nas leituras  e no Evangelho, falou sobre oito testemunhos:

O primeiro é essa Igreja fincada na pedra, testemunho de fé daqueles que construíram este monumento. Quanto esforço e empenho para edificá-lo. A igreja aqui está para testemunhar a fé em Jesus e a devoção em Nossa Senhora da Penha.

O segundo é a Igreja fincada na pedra, que é testemunha da igreja de Cristo na nossa Província Eclesiástica, na nossa fé católica e em uma doutrina que não muda aos modismos do nosso tempo.

O terceiro é o testemunho de unidade. A Virgem da Penha consegue congregar diversos modos de viver a fé católica, temos múltiplas expressões que mostram a nossa fé, mas hoje vamos nos reunir com a Virgem Maria ao redor do altar de Deus para que juntos à Eucaristia possamos encontrar a força para dar nosso testemunho ao mundo a partir da nossa Arquidiocese.

O quarto é o tema da Festa: “Eis aqui a serva do Senhor”. O testemunho é uma virgem humilde que nunca se envaideceu diante do chamado de Deus. Ela é a Mãe do Rei do Universo, mas vai para casa de Izabel e assume os serviços mais humildes para ajudar a prima, mais necessitada.

O quinto é o testemunho de disponibilidade. Maria tinha seus projetos e planos, mas soube relativizar tudo para que Deus guiasse sua história; Maria a mulher disponível.

O sexto testemunho é que Maria foi instrumento nas mãos de Deus, mas não foi passiva. Ela dialogou com anjo e não foi mero instrumento. Ao ser tocada pelo Espírito, ela se torna missionaria da caridade.

O sétimo testemunho é o do silêncio de Maria. Ela falou tão pouco no Evangelho, mas o que ela falou teve pleno de significado. Esse silêncio de Maria nos chama atenção diante de uma sociedade que quer ser vista, principalmente nas redes sociais, onde todos gritam nos comentários e querem ser curtidos e comentados. Nesse desejo acabamos tantas vezes expondo futilidades e uma falsa felicidade.

Também aqui chamo a atenção para o testemunho silencioso das Pastorais Sociais da nossa Arquidiocese, que desempenham seu trabalho sem que muitos fiquem sabendo. Trabalho que denuncia a falta de políticas públicas e faz as vezes dessas políticas, que deveriam trazer bem estar para nossa população.

O oitavo e último testemunho é o da alegria evangelizadora de Nossa Senhora. Como não falar dessa alegria. Em síntese somos chamados a dar ao mundo um testemunho alegre que brota do encontro com o Ressuscitado e que por isso  nos dá sentido a vida e nos alegra. Continuemos a dar este testemunho a todos os nossos irmãos”

 

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