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Pastorais Sociais da Arquidiocese buscam caminhos para superar a violência

Três motivações levaram os membros das pastorais sociais ao Encontro Arquidiocesano realizado ontem, 9 de junho: o Ano do Laicato proposto pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Campanha da Fraternidade que este ano reflete sobre a superação da violência e a comemoração dos 60 anos de criação da Arquidiocese.

A parte da manhã foi de reflexão sobre dados de violência no Brasil e no Estado que, segundo pe. Renato Criste, provocaram os presentes a partir das palavras e dados concretos apresentados por Bruno Toledo e Ana Heckert sobre exploração do trabalho infantil, violência contra mulheres e homossexuais e apontaram a desigualdade como uma das razões da violência, criticaram as ações do Estado e lembraram que algumas formas de violência são autorizadas por nós mesmo que sem o nosso consentimento. Pe. Renato, coordenador de pastoral disse ainda “outros ministérios e serviços na Igreja, como a liturgia e o canto, às vezes acabam ganhando mais visibilidade que as pastorais sociais e, claro, esses são serviços essenciais porque a nossa missão se funda no Mistério que celebramos. Mas, a missa da qual nós participamos deve levar-nos a uma missão no mundo e na sociedade e é muito importante contar com colaboradores nesse trabalho.

Na parte da tarde a reflexão foi em grupo buscando propostas que possam ser concretizadas e tornem real o tema do encontro: o laicato e a superação da violência.

Mas o momento forte do dia aconteceu logo no início com a celebração da missa que foi presidida pelo Arcebispo de Vitória, Dom Luiz mancilha Vilela. Durante a homilia, depois de agradecer a todos pelo trabalho que realizam em cada pastoral e incentivar as ações de cada um, Dom Luiz falou sobre o sentido das pastorais sociais acentuando a diferença entre fazer pastoral ou pertencer a um grupo político ou uma ONG ou ser militante social. Citando o Papa Francisco que pede uma “Igreja em saída”, Dom Luiz falou sobre as duas atitudes fundamentais na ação pastoral: o amor e o pastoreio. “Nós temos uma notícia a comunicar: o Amor! Estamos em saída: amando! E temos uma missão: o Pastoreio”, disse o Arcebispo.

Leia na íntegra a homilia aqui.

Informações: Gilliard Zuque e Rodrigo Moutinho

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