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Onu lança campanha pelo fim da violência contra jovens negros

Foi lançada nesta terça-feira em Brasília, pela Organização das Nações Unidas no Brasil, a campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra jovens negros. A iniciativa é ligada à Década Internacional de Afrodescendentes e envolve os 26 organismos da ONU da equipe do país.

A campanha tem o objetivo de sensibilizar a sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais sobre a importância de políticas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial.

O lançamento, com a divulgação de vídeos e materiais de campanha, contou  com a presença do coordenador residente das Nações Unidas, Niky Fabiancic; de representantes do governo e da sociedade civil que atuam no tema; e do ator Érico Brás – apoiador da campanha “Vidas Negras” e participante dos vídeos e peças.

As peças da campanha abordam diferentes facetas da questão, que vão da discriminação como obstáculo à cidadania plena; passam pelo tratamento desigual de pessoas negras em espaços públicos; e pelo vazio deixado pelos jovens assassinados nas famílias e comunidades; chegando até o problema da filtragem racial (escolha de suspeitos pela polícia, com base exclusivamente na cor da pele).

Segundo dados, no Brasil, sete a cada dez pessoas assassinadas são negras. Na faixa etária de 15 a 29 anos, são cinco vidas perdidas pela violência a cada duas horas. De 2005 a 2015, enquanto a taxa de homicídios por 100 mil habitantes teve queda de 12% entre os não negros, para os negros houve aumento de 18%.

Agenda 2030
“O Brasil é um dos 193 países comprometidos com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Um dos principais compromissos dessa nova agenda é não deixar ninguém para trás em relação às metas de desenvolvimento sustentável, incluindo jovens negros. Com a campanha Vidas Negras, a ONU convida brasileiras e brasileiros a se engajarem e promoverem ações que garantam o futuro de jovens negros”, comenta o coordenador residente da ONU, Niky Fabiancic.

A campanha quer chamar atenção para o fato de que cada perda é um prejuízo para o conjunto da sociedade. Além disso, deseja alertar sobre como o racismo tem restringido a cidadania de pessoas negras de diferentes formas.

 

 

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