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OMS faz alerta sobre número de mulheres com diabetes no mundo

No Dia Mundial do Diabetes, (14 de novembro) a Organização Mundial de Saúde (OMS) faz o alerta de que 8% das mulheres do mundo, cerca de 205 milhões, vivem com diabetes. Este ano, o tema da campanha é “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável”, e tem como foco promover o acesso a medicamentos e tecnologias essenciais para todas as mulheres com diabetes e com risco da doença. Outro objetivo da campanha é levar informações qualificadas para que as mulheres fortaleçam sua capacidade de prevenir o diabetes tipo 2.

O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar.

O outro tipo de diabetes é o tipo 1, que ocorre em algumas pessoas, quando o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. O Tipo 1 concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença. O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também.

Existe ainda o diabetes gestacional, um problema que surge durante a gravidez e que quase sempre se normaliza sozinho depois que o bebê nasce. A mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue, por causa dos hormônios e da incapacidade do corpo de produzir insulina extra para atender às necessidades do bebê.

Segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes, Márcio Krakauer, cerca de 70% das pessoas podem prevenir o tipo 2 da doença adotando um estilo de vida saudável com foco na perda de peso, na atividade física e na boa alimentação.

O especialista alertou que o diabetes  é uma doença totalmente silenciosa, sem sintomas para muitos, sendo necessário a realização de exames periódicos para detectá-la, facilitando o tratamento e minimizando as complicações da doença.

Alguns sintomas que podem aparecer quando a glicose está alta por muito tempo são: o excesso de sede, aumento do apetite, perda de peso e infecções urinárias. O diabetes é uma das principais causas de cegueira, insuficiência renal, ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e amputação de membros inferiores.

Márcio Krakauer conta que  o Brasil tem disponível o que há de mais moderno no mundo para o tratamento. No entanto, ele afirma que estamos muito aquém nos medicamentos e insumos incorporados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), apresentando um atraso de quase 20 anos. De acordo com Krakauer, no país a dificuldade para a incorporação de medicamentos na rede pública. “Nos consultórios privados, fazemos uma medicina completamente diferente do que o SUS oferece. A incorporação é muito mais complicada do que a presença da medicação no Brasil”, lamentou.

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