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Nota da Pastoral Carcerária sobre rebelião no Complexo Prisional de Aparecida de Goiania

A Pastoral Carcerária divulgou uma nota sobre a rebelião ocorrida no primeiro dia do ano no Complexo Prisional Aparecida de Goiânia. Rebeliões aconteceram também no início de 2017 e de lá para cá nada foi feito efetivamente para mudar a situação degradante das cadeias em todo o Brasil.

“As rebeliões ocorridas no dia 1º de 2018 mostram, novamente, que o sistema carcerário não está em crise. Ele cumpre a sua função perfeitamente: torturar e matar a população que está atrás das grades, em sua maioria pobre e negra. Violações de direitos, superlotação, condições sub-humanas, tortura e mortes fazem parte do cotidiano do sistema carcerário brasileiro.”

Em entrevista recente a um portal de notícias, o promotor de Justiça em Goiás e coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do MP-GO, Luciano Miranda Meireles afirmou que no interior do estado, antigos prédios públicos, a exemplo de repartições municipais e unidades da Polícia Militar, foram transformados em cadeias e presídios improvisados, onde são recorrentes fugas e violações aos direitos humanos.

“Sem planejamento e sem a segurança mínima necessária, constroem-se muros em torno desses prédios e assim está criada a cadeia local, conta”

Essa política, segundo Meireles, tem sido comum nos últimos anos e agrava a crise do sistema prisional do estado.

Leia a nota da Pastoral Carcerária na íntegra

Nota PCr Rebelião GO-1

Nota PCr Rebelião GO-2

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