buscar
por

Missa e cerimônia encerram a 56ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP)

Cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, bispos prelados, bispos auxiliares e coadjutores participaram na manhã desta sexta-feira da missa de Ação de Graças pelo encerramento da 56ª Assembleia dos Bispos do Brasil. A Celebração Eucarística foi presidida pelo presidente da CNBB e arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha e aconteceu no Santuário de Nossa Senhora Aparecida.

O encerramento também aconteceu de forma solene durante uma cerimônia transmitida por canais católicos de televisão. Desde o dia 11 de abril mais de 400 bispos estiveram reunidos no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, para importantes discussões e definições que impactarão na caminhada de evangelização da Igreja Católica.

Durante sua homilia, Dom Sérgio enfatizou o agradecimento a Deus pelos dias de comunhão, estudos e pronunciamentos, especialmente pelas discussões relacionadas à formação dos presbíteros, tema principal da Assembleia deste ano.

“Agradecemos ao Senhor pelos vários estudos e pronunciamentos que foram aprovados nessa Assembleia e pelo valioso documento sobre a formação dos presbíteros, que como sabemos é de grande importância para a formação dos novos e atuais sacerdotes”.

O presidente da CNBB também lembrou o Ano do Laicato, destacando a importante contribuição dos leigos para a Igreja e a Sociedade.

“Continuamos a louvar a Deus pelo Ano do Laicato, agradecendo por tantos leigos que se dedicam no trabalho da nossa Igreja… Nós somos e queremos ser sempre uma Igreja que compartilha a experiência do encontro com Cristo ressuscitado”.

Durante a cerimônia solene, os bispos fizeram um momento de oração e ação de graças. Cardeal Sergio da Rocha, presidente da CNBB, acompanhado por dom Murilo Krieger, vice-presidente, pelo Núncio Apostólico, dom Giovanni d’Aniello, e pelo coordenador dos trabalhos desses dois últimos dias, dom João Justino, arcebispo-coadjutor de Montes Claros (MG), agradeceu a todos que ajudaram na realização do evento.

O Núncio Apostólico do Brasil leu uma mensagem do Papa: “O Papa os anima neste Ano do Laicato no Brasil a permanecer atentos aos sensus fidei do seu povo, tão generoso e devoto. Ajudando os leigos a viver sempre em sintonia com seus pastores. O protagonismo do chamado a ser cada vez mais uma Igreja em saída, na certeza de que a Mãe Aparecida, cujo aniversário de 40 anos da restauração de sua imagem se está celebrando, não deixará de interceder que caminha no Brasil para que possa sempre buscar a restauração dos seus membros. O Papa Francisco, de coração, envia a todos os bispos e suas dioceses do Brasil, a bênção apostólica e pede, por favor, que continuem a rezar por ele“.

Ontem (quinta-feira) durante a última coletiva, Dom destacou o clima de fraternidade que permeou o encontro do episcopado brasileiro que termina nesta sexta-feira, 20.

Para ele a Assembleia Geral vai muito além do que se pode considerar como pronunciamentos, declarações, notas, mensagens ou documentos que são elaborados e aprovados pelo episcopado brasileiro. “Nós não nos reunimos apenas por produzir textos. Claro que eles são muito importantes. Mas a Assembleia quer ser, em primeiro lugar, um espaço de convivência fraterna, de colegialidade episcopal”, afirmou.

Ao comentar a mensagem sobre ao povo brasileiro sobre as eleições de 2018, divulgada na coletiva, Dom Sergio esclareceu ao jornalistas que a CNBB, quando se pronuncia sobre questões sociais, não adota uma postura partidária. “Nós não temos partidos políticos nem candidatos próprios e não somos e nem queremos ser partidos ou tratados como tal. Somos um organismo da Igreja que visa a comunhão e a missão eclesial. E para cumprir essa missão é que nós orientamos os fiéis para sua participação na vida social”.

“Temos insistido na necessidade dos cristãos católicos participarem mais ativamente da vida política. E isso exige critérios. A Doutrina Social é uma fonte preciosa que os fiéis leigos e leigas necessitam conhecer cada vez mais e que nós queremos por em prática cada vez mais, para que jamais seja desvirtuada essa missão própria da Igreja que é evangelizar. Nós precisamos vivenciar a fé não só dentro do templo, na hora das celebrações, mas no dia a dia da sociedade, inclusive, nos espaços públicos”, enfatizou o Presidente da CNBB.

Foto: Thiago Leon

Foto: Thiago Leon

COMENTÁRIOS