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Francisco reza diante de túmulo de Paulo VI

No dia em que a Igreja celebra o 40º aniversário da morte de Paulo VI, o Papa Francisco desceu à Cripta Vaticana para um momento de oração diante do túmulo de seu predecessor. Beatificado por Francisco em 19 de outubro de 2014, numa celebração na Praça São Pedro na conclusão do Sínodo extraordinário dos bispos sobre a família, Paulo VI será canonizado em 14 de outubro próximo.

o pontificado de 15 anos o de Paulo VI começou imediatamente após o Conclave em junho de 1963, quando o cardeal Montini, sacerdote e bispo de origem lombarda, nascido em Concesio em 1897, foi escolhido para levar a seu termo o Concílio Vaticano II e guiá-lo com mão segura, para uma Igreja “samaritana”, “serva da humanidade”, mais inclinada a “mensagens de confiança” do que a “presságios fatais”.

Dos precedentes anos na diplomacia, permanece a arte da escuta e da construção da paz. Do trabalho com os jovens, desponta a transmissão de uma fé inteligente e livre, de uma cultura sedenta de verdade e aberta ao diálogo. No período como arcebispo de Milão, transmite uma forte experiência de uma Igreja do povo, próxima às pessoas, e junto com a modernidade.

Para Francisco, Paulo VI soube conduzir com “sabedoria visionária” e “às vezes na solidão”, o leme do barco de Pedro, sem perder a alegria e a confiança no Senhor.

Segundo o padre redentorista Antonio Marrazzo, postulador da Causa de Canonização do Papa Paulo VI., o Papa Francisco decidiu que Paulo VI será canonizado com Romero, que é um mártir, e com outros santos da caridade.

“A santidade não tem uma cifra especial baseada no papel desempenhado na vida. A santidade canonizada pela Igreja é sobretudo apresentar um modelo de vida cristã e, ao mesmo tempo, um especial intercessor diante de Deus.No caso de Paulo VI, o que nos deixa é a centralidade de Cristo, a atenção a ele. Ao ler Cristo homem universal, nós encontramos nele também essa pessoa que não somente – como diz o próprio Montini – permite de nos conectarmos diretamente ao Deus Uno e Trino, mas também de considerar-nos todos como gênero humano, sem exceção, abolindo qualquer discriminação. Um sentido profundo de Igreja, a Igreja comunidade, a Igreja corpo místico”.

 

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