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CNBB apresenta especial “Eleições 2018: Compromisso e Esperança”

A partir do dia 15 de agosto vai ao ar nas principais emissoras católicas de televisão, o programa especial  “Igreja no Brasil” , uma produção da equipe de assessoria de imprensa da entidade. O programa é baseado em relatos de bispos e padres que procuram em suas falas conduzir a consciência e o coração de candidatos e de eleitores para além de ideologias e interesses particulares.

Como pano de fundo, a elaboração do programa teve a nota divulgada este ano durante a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em abril, em Aparecida (SP). No documento, está explícita a preocupação da entidade com a atual situação do país, em vista especialmente do período eleitoral que se aproxima, momento que de acordo com o texto serve para “garantir o fortalecimento da democracia e o exercício da cidadania da população brasileira”.

Um dos entrevistados do programa é o arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha. Ele exorta a população brasileira a abandonar os caminhos de intolerância, do desânimo e do desencanto com a política. “Quem quer contribuir para a construção de uma sociedade justa, fraterna, pacífica não pode recorrer à violência ou à agressividade nas suas posições ou nas suas manifestações políticas”, afirma. O presidente da CNBB também alerta para o cuidado com as Fake News, presentes já nesse período eleitoral. “O Cristão deve sempre buscar a verdade, não se deixar levar por notícias falsas, por informações que muitas vezes acabam até destruindo as pessoas”, comenta.

A produção reúne ainda relatos sobre um cenário desolador: a corrupção. Segundo o arcebispo de Salvador e vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger, o ato é um verdadeiro câncer social. “O que a gente nota é que com essa disseminação de notícias sobre a corrupção começou a nascer um descrédito do povo sobre a própria política, não só sobre os políticos, o que já é grave! E alguns grupos já começam até a pensar em um autoritarismo, num regime ditatorial, achando que com isso tudo será resolvido e a experiência e a história nos mostram que quanto maior é a força que um governo tem em pouco tempo, maior é a corrupção”, diz.

A mudança não pode partir somente de ações da Igreja ou de pequenas iniciativas isoladas. O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner diz que é preciso que os políticos tomem consciência e, mais importante ainda, é que cada cidadão e cidadã acompanhe a política de perto. “A política é o bem comum, é o cuidado do bem comum, então nós que exercemos a nossa função cidadã, nós queremos também agir politicamente, isto é, queremos agir na justiça. Mas, especialmente aos políticos que tem como vocação a política, nós desejamos que tenham esse cuidado para termos um Brasil muito melhor, mais equilibrado, mais fraterno, mais espelho do Reino de Deus”, disse.

Com informações do Portal da CNBB

 

 

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