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Chuvas recentes não resolvem o problema da crise hídrica no estado

As chuvas que têm caído no Espírito Santo nos últimos dias amenizam a crise hídrica, mas não resolvem o problema. Aliado a isto, barreiras e mecanismos que possibilitem o armazenamento de água para que o recurso possa ser usado em épocas de estiagem não existem. Desta forma, a água que atualmente está volumosa nos dois principais rios que abastecem a Grande Vitória, Rio Jucu e Rio Santa Maria da Vitória, deságuam no mar. Sem a garantia de que as chuvas continuem durante o período do verão, a escassez de água continua sendo um problema eminente.

A falsa sensação de abundância de água faz com que a conscientização necessária das pessoas com relação ao uso do recurso seja ainda mais protelado, pois a população tende a criar um pensamento de que o problema da falta de água está resolvido.

“Para se ter uma ideia, a média de chuva na região é 1.250 milímetros por ano. Nos últimos três anos de crise hídrica têm chovido uma média de 700 milímetros. Se formos somar o deficit hoje, em quatro anos choveu três. Está faltando um ano de chuva. Não houve nesse período um carregamento das bacias. O depósito que tem como função abastecer as nascentes está vazio. O problema só será resolvido efetivamente quando a chuva voltar a sua normalidade”, esclareceu o técnico do Incaper Iosmanr Mansk.

Segundo Iosmar, para o agricultor o entendimento sobre a escassez de água é complexo. “É difícil explicar, por exemplo, que existe um rio aéreo, uma corrente úmida que vem da Amazônia e que influência nas chuvas no Espírito Santo. É complicado fazer com que eles entendam, que se uma mata for derrubada, a quantidade de água a longo prazo na região será menor”, explicou.

O técnico argumenta que as pessoas precisam entender que as matas se comportam como esponjas que absorvem a água e vão liberando aos poucos. Para ele o modelo de campanhas de conscientização que já foram feitas, não se atentam para esse tipo de informação, o que dificulta que as pessoas tenham uma compreensão real sobre o problema.

“O grande desafio é criar uma metodologia que consiga fazer com que o agricultor entenda o processo, e fazer uma conexão entre o campo e a cidade, para que as pessoas do meio urbano, entendam a dificuldade e passem a colaborar com consumo consciente da água”, finalizou.

 

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