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Perante a prescrição do crime contra Padre Gabriel Maire, a Arquidiocese de Vitória lamenta profundamente e afirma: a Deus cabe a justiça

A decisão de que o processo de investigação sobre a morte de Padre Gabriel Maire prescreveu foi  decretada pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo em sessão realizada ontem, quarta-feira 18 de outubro.

Ao receber a notícia Dom Luiz Mancilha Vilela, Arcebispo Metropolitano disse lamentar profundamente a impunidade com relação ao crime e afirmou: “além de ser uma injustiça, a prescrição do crime cria uma imagem ruim do Brasil para a França. Certamente os parentes, os Amigos de Padre Gabriel e a Igreja Católica da França se entristecem junto com a Igreja de Vitória sobre este final que comprova a lentidão de nosso Sistema Judiciário, mais uma vez”. Dom Luiz disse ainda que “A Igreja ora pelos assassinos, mas lamenta profundamente que o nosso querido irmão não tenha recebido um tratamento digno de pessoa humana e o caso se encerre desta forma. Certamente é um dos mártires da Igreja neste tempos de tanta injustiça e falta de ética. A Deus cabe a justiça”.

O desembargador  e ex-presidente do Tribunal de Justiça, Pedro Valls Feu Rosa, pediu desculpas  à Igreja Católica, à sociedade e à família do Padre Gabriel Felix Roger Maire (Gabriel Maire como ficou conhecido) – assassinado em dezembro de 1989 em terras capixabas – pela prescrição do crime que vitimou o presbítero. O pedido de desculpas foi feito no Despacho do Desembargador, divulgado no site do TJ no qual ele informa a prescrição do crime e admite falha da Justiça.

“Decorridos 28 longos anos, recebo a triste tarefa de comunicar à Sociedade que o Poder Judiciário não dará resposta final alguma acerca deste crime. Coube-me o dever humilhante
de anunciar que está tudo realmente prescrito”, escreveu.

 

 

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