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Francisco saúda jogadores e organizadores da Copa

Reunido com os fieis e turistas na Praça São Pedro nesta quarta-feira para dar início ao novo ciclos de catequeses sobre os mandamentos, Francisco saudou os jogadores e organizadores da Copa do Mundo de Futebol, definindo o campeonato mundial como ‘um evento social que supera todas as fronteiras’.

“Que esta importante manifestação esportiva possa ser uma ocasião de encontro, diálogo e fraternidade entre culturas e religiões, favorecendo a solidariedade e a paz entre as nações”.

Catequese

Tomando como base o Evangelho de Marcos, lembrando o episódio daquele homem que, indo até Jesus, perguntou o que deveria fazer para ter vida eterna, Francisco direcionou o discurso aos jovens e o futuro.

“Gostaria de dizer especialmente aos jovens: “Nosso maior inimigo não são os problemas concretos, mesmo sérios ou dramáticos. O maior perigo é o espírito de adaptação ruim, que não é mansidão ou humildade, mas mediocridade ou covardia. A vida do jovem é ir avante, ser inquieto: a inquietude salutar, a capacidade de não se contentar de uma vida sem beleza, sem cores. Se os jovens não forem famintos de vida autêntica, para onde irá a humanidade? ”, perguntou o Pontífice.

Ele explicou que a passagem da juventude à maturidade se dá quando iniciamos a aceitar nossos limites; quando tomamos consciência daquilo que falta… E nos últimos séculos, a história nos mostra uma verdade que o homem muitas vezes se recusou a enxergar e que causou consequências trágicas: a verdade de seus limites.

A resposta de Jesus

Mas para alcançar ‘aquilo que falta’, deve-se partir da realidade. E Jesus, fitando aquele homem com amor, lhe dá a resposta: “Só te falta uma coisa: vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”, ou seja, para de viver de si mesmo, de suas obras e de seus bens, deixar tudo para seguir o Senhor: a perfeição, o pleno cumprimento”.

Quem, podendo escolher entre o original e a cópia, opta pela cópia?

Para o Santo Padre este é o desafio: encontrar o original. Jesus não oferece substitutos, mas vida verdadeira, amor verdadeiro, plenitude de vida. É preciso perscrutar o ordinário para nos abrirmos ao extraordinário”.

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